sábado, 18 de abril de 2009

Eike Batista doa R$ 10 milhões para a Campanha Rio 2016


08/04/2009 - 09:16
A candidatura do Rio de Janeiro a sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 acaba de ganhar uma ajuda de peso. O empresário Eike Batista doou dia 7 de abril (terça-feira), em cerimônia no Salão Nobre do Palácio Guanabara, R$ 10 milhões para a campanha de atração das Olimpíadas para o Brasil. O cheque foi recebido pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e por 13 dos 19 atletas que formam a Comissão do Comitê Olímpico Brasileiro, entre eles Gustavo Kuerten, Hortência Macari, Robson Caetano e Bernard Rajzman.
Segundo o governador Sérgio Cabral, a iniciativa vai aumentar as chances de a cidade sediar as competições, além de refletir o compromisso do setor privado com a coletividade:
- O Eike tem demonstrado seu amor pelo Rio com os empreendimentos que tem feito aqui, como o Porto do Açu e a reforma do Hotel Glória. Além dele, outras empresas, como TAM e Embratel também já estão apoiando a candidatura do Rio e tenho certeza que outras seguirão este exemplo. Cada um contribui como pode. Chegou a hora de a América do Sul sediar pela primeira vez os Jogos Olímpicos. O Brasil já provou, com o Pan-Americano, que é capaz de realizar grandes eventos – afirmou.
O empresário, considerado um dos homens mais ricos do mundo, agradeceu os elogios e lembrou que, se não houvesse percebido determinação por parte dos governos federal, estadual e municipal em trazer as Olimpíadas para o Rio, não teria feito a doação.
- A energia que recebi aqui hoje foi muito maior do que eu dei. Na minha empresa, seguimos três lemas: disciplina, perseverança e paixão. Percebi esses três elementos quando fui conversar com o governador. Ele, o presidente Lula, o prefeito Eduardo Paes e o presidente do COB estão muitos empenhados em trazer esse grande evento para cá – disse.
Para Nuzman, o gesto do Eike mostra que a parceria entre os empresários e o setor público pode render frutos para todos.
- O COB fica emocionado com esse gesto e com seu desprendimento por participar de uma campanha que não é individualizada. É do Rio e do Brasil. Quando um homem bem-sucedido como ele volta seus olhos e a sua preocupação para o esporte isso traz uma alegria enorme – declarou.
Também compareceram ao evento o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o presidente de honra da Fifa, João Havelange, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a secretária de Estado de Turismo, Márcia Lins, o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, e o presidente da Associação Comercial do Rio, Olavo Monteiro de Carvalho. Por Renata Cruz/Ascom

Após reforma de R$ 10 milhões, Júlio Delamare agoniza à espera da demolição

15/04/09 - 08h10 - Atualizado em 15/04/09 - 08h32
Instalação deverá dar lugar a estacionamento e museu para Copa de 2014
Igor Christ e Lydia Gismondi Rio de Janeiro

O Parque Aquático Júlio Delamare após reforma para o Pan que custou R$ 10 milhões
Quinze pessoas, provavelmente os parentes dos atletas, passaram o domingo de Páscoa nas arquibancadas do Parque Aquático Júlio Delamare, no Maracanã, onde acontecia o último dia do Troféu Brasil de Saltos Ornamentais. Mas o público tradicionalmente pequeno em um esporte pouco popular no país não era o principal motivo para o clima melancólico da manhã. A sensação que toma conta do lugar há meses era de frustração e despedida, como anunciou o funcionário da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) assim que abriu o portão: “Moça, dá para acreditar que vão demolir isso aqui?”.

A notícia da quase certa demolição de um dos símbolos dos esportes aquáticos do país não é uma surpresa. É uma morte já anunciada desde o ano passado. Com a oficialização do Brasil como sede da Copa de 2014 e a candidatura do Rio para as Olimpíadas de 2016, o Júlio Delamare tornou-se uma das instalações “sem utilidade” para tais competições, assim como o Estádio Célio de Barros. Para o melhor conforto do grande público que o Maracanã promete receber no Mundial de Futebol, o parque aquático deverá dar lugar a um estacionamento e a um museu.

Mesmo tendo conhecimento do provável fim melancólico da instalação inaugurada em 1978, alguns atletas e pessoas envolvidas de alguma forma com o local pareciam não acreditar que tudo viraria poeira. E outros ainda não acreditam. Fernando Telles, ex-saltador brasileiro e um dos engenheiros responsáveis pela construção do parque aquático, ainda não aceitou a decisão.

- Só se faz uma demolição quando um estádio está destruído, deteriorado. Não se pode sacrificar uma coisa que está boa. Se quiserem, podem até colocar um estacionamento por cima das piscinas, mas não acabar com elas. Sinceramente, não consigo conceber que vão fazer isso – disse, emocionado, o engenheiro.

Fernando também foi um dos responsáveis, no Pan 2007, pela reforma nas piscinas que revelaram Gustavo Borges e Fernando Scherer. Dados divulgados pela própria Suderj informam que foram gastos R$ 10 milhões na modernização da instalação de 18.515m², que dispõe de uma piscina olímpica (25m x 50m), uma piscina coberta para aquecimento (10m x 25m), e um tanque para saltos (25m x 25m).


Júlio Delamare deverá dá lugar a um estacionamento e a um museu para a Copa do Mundo de 2014
O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, esteve presente na competição e fez questão de mostrar como o Parque Aquático está bem cuidado. O dirigente, entretanto, parece conformado com a demolição. Segundo ele, resta apenas cobrar que um compromisso feito entre a CBDA, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o Comitê Olímpico Brasileiro seja cumprido.

- O Sérgio Cabral (governador do Rio) e o Nuzman (Carlos Arthur, presidente do COB) me garantiram que só iriam tirar um tijolo daqui quando começassem a construir o novo Júlio Delamare do outro lado da linha do trem – explicou Coaracy.

O atleta olímpico Hugo Parisi foi um dos destaques do Troféu Brasil de Saltos Ornamentais. Apesar da alegria pelas conquistas, o brasiliense estava triste e inconformado com o provável futuro do parque aquático no qual treinou por cinco anos.

- Acho simplesmente ridículo. Gastaram milhões para reformarem isso aqui e agora querem destruir?

Cassius Duran, outro nome importante dos saltos ornamentais, não poupa palavras para demonstrar sua revolta. O saltador ainda ressaltou que não só os atletas da seleção como outras milhares de pessoas seriam prejudicadas com a demolição.

- Acho que isso mostra o que é o Brasil. São quatro mil nadadores que ficarão desamparados. Além dos funcionários daqui, o Júlio Delamare tem vários projetos sociais para crianças e idosos. É vergonhoso.

Secretária estadual evita usar a palavra demolição

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, a secretária de Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro, Márcia Lins, evitou usar a palavra demolição. No entanto, deixou claro que não há chances do Parque Aquático Júlio Delamare ser preservado dentro do Complexo do Maracanã.

- O Júlio Delamare o Célio de Barros representam importante papel social e esportivo na nossa cidade, mas estão fora do padrão internacional. Já acertamos que esses locais serão utilizados pela organização da Copa e, portanto, deverão ser realocados em outros áreas - afirmou a secretária, sem especificar quando os estádios vão virar poeira.

domingo, 8 de março de 2009

AOS PÉS, DE TEIXEIRA - depois do pan...

05/03/2009 12:19:52

Phydia de Athayde

“Você já viu os olhos de alguém emocionado? Brilham!” Assim o governador do Amazonas, Eduardo Braga, relata a reação da comitiva da Fifa ao passar por Manaus, uma das dezessete cidades que disputam as doze vagas para sediar jogos da Copa de 2014 no Brasil. Daqui a menos de um mês, precisamente em 20 de março, as escolhidas serão anunciadas em Zurique, na Suíça. Somente a partir daí a organização do Mundial começará de verdade. É quando o governo federal anunciará as obras do PAC para atender à demanda por infraestrutura nas cidades que receberão o evento. É quando, também, os governos estaduais terão de provar estar preparados. Quando maquetes terão de se transformar em realidade. De preferência, sem grandes rombos nos cofres públicos. Os Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro em 2007, continuam a ser um exemplo do que não se deve fazer. Orçado inicialmente em 414 milhões de reais, o Pan consumiu quase 4 bilhões de reais do Erário, sem que o legado tenha sido relevante. Somente em infraestrutura, a Copa poderá custar mais de 100 bilhões de reais, estima a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que fez um levantamento em todas as cidades candidatas, a pedido da CBF e do Ministério do Esporte. Há pouco mais de um ano, um orçamento preliminar, preparado pelo agora diretor-financeiro do Comitê Organizador, Carlos Langoni, estimava em cerca de 4,8 bilhões de dólares (à época 8,3 bilhões de reais) as obras estruturais, e em 1,2 bilhão (2 bilhões de reais) os estádios. Não se fala mais desse orçamento preliminar. E não se fala, ainda, de um orçamento real. Na África do Sul, anfitriã da Copa de 2010, inicialmente previa-se gastar 350 milhões de dólares para construir cinco novos estádios e reformar outros cinco. O orçamento pulou para 1 bilhão de dólares. Greves e obras atrasadas causaram mal-estar. A Fifa descarta tirar a Copa de lá, embora o clima não seja dos melhores. Em janeiro deste ano, o parlamentar sul-africano Jimmy Mohlala, que havia denunciado um esquema de corrupção na construção de um dos estádios para a Copa 2010, foi assassinado na cidade de Mbombela. Se não pretende ser uma África do Sul, o Brasil também não dá sinais de ser uma Alemanha, anfitriã da edição de 2006, considerada um sucesso de organização. A última Copa deu lucro de 135 milhões de euros, 40,8 milhões deles destinados somente à Fifa. Dos cerca de 2 bilhões de euros investidos nos estádios, apenas um terço foi financiado pelo poder público. O governo alemão investiu outros 3,5 bilhões de euros em infraestrutura urbana. Que a Copa do Mundo de 2014 não repita os caminhos do Pan deveria ser não apenas um desejo, mas uma condição. Antes da confirmação da escolha do Brasil como sede da Copa de 2014, embora não houvesse concorrente na América e ainda existisse o rodízio de continentes, a CBF registrou em cartório, no Rio de Janeiro, a estrutura da então “Associação Brasil 2014”, embrião do presente Comitê Organizador da Copa. A entidade foi concebida em um formato jurídico que veta a interferência do governo federal. Constituída como associação civil sem fins econômicos, conforme o estatuto, dá plenos poderes a seu diretor-presidente, Ricardo Teixeira, alijando o poder público de qualquer decisão.A partir daí, Teixeira nomeou o comitê.
Sem justificar as escolhas, cercou-se de figuras como Mário Rosa, requisitado graças à especialidade em gerenciar escândalos e crises de imagem.
Filha de Teixeira, Joana Havelange, de quem se diz falar quatro idiomas e se sabe ter tido uma grife de bolsas no Rio de Janeiro, ganhou um cargo no Comitê.
Outro que figura na lista é o advogado Francisco Müssnich, de estilo um tanto heterodoxo. É capaz de lances espetaculares e inusuais para defender o interesse de seus clientes. Uma vez, chegou a sair correndo de uma assembleia de acionistas da Brasil Telecom, com a ata da reunião debaixo do braço, para evitar que os sócios conseguissem destituir Daniel Dantas do controle da operadora. Müssnich é íntimo da família: defende Daniel em processos e é namorado permanente da irmã Verônica.
Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF e da seleção brasileira desde 2002, repete o mesmo posto.
O arquiteto Carlos de La Corte foi chamado para ser consultor de estádios, após prestar uma consultoria para o Ministério do Esporte e por ter uma empresa de projetos de viabilidade de arenas esportivas.
Há, também, o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni, e Alexandre Silveira, responsáveis pela parte financeira.
No Congresso, há pouca gente realmente empenhada em acompanhar a articulação de recursos públicos que serão aplicados na Copa. Um dos raros é o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP). “Ricardo Teixeira adquiriu poder extra com o interesse dos estados em sediar a Copa. Interesses diretamente ligados a interesses políticos. Ele faz esse jogo e, por conta disso, nunca esteve tão poderoso”, diz. “Haverá muito dinheiro público envolvido na preparação para a Copa e, sem planejamento, acontecerá como no Pan, em que se gastou muito mais do que o previsto e sem licitações. Há risco em todos os setores”, alerta. Ele quer criar uma Comissão Especial de Acompanhamento da preparação para a Copa. A proposta está nas mãos do presidente da Câmara, mas ainda não foi votada. Torres vai insistir e, também, estará na subcomissão que pretende acompanhar o tema. Ainda que muito se especule quais serão as cidades escolhidas e que sejam dadas como certas São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, ninguém arrisca as doze sedes. O clima de suspense chegou ao ápice após o périplo dos representantes da Fifa pelo País. Daí a determinação do governador amazonense em anotar reações físicas nos visitantes, já que a comitiva não interagiu com os anfitriões. A estes restou o insondável. “Nós os recebemos de forma amazônica”, exalta Braga. “Até chegarem a Manaus, eles estavam o tempo todo sob pressão. Aqui, relaxaram num eco-resort belíssimo, ficaram absolutamente à vontade”, garante. Verdade seja dita, o tratamento mais que vip proporcionado ao francês Thierry Weil, diretor de Marketing da Fifa, ao norte-americano Dick Wiles, da Match, empresa responsável pelos ingressos do Mundial, e ao brasileiro Fulvio Danilas, gerente da Fifa e responsável pelo projeto da Copa no Brasil, repetiu-se a cada cidade. A rotina das visitas seguiu o mesmo roteiro em todo o País. A recepção (no melhor restaurante local ou no palácio do governo), a apresentação dos projetos de ampliação de aeroportos, a exposição técnica da candidatura, um sobrevoo de helicóptero pela cidade e, quando havia o que mostrar, pouso e inspeção relâmpago no estádio postulante. Os mais céticos acreditam que a comitiva da Fifa é apenas parte de uma encenação. A mesma que teria levado Ricardo Teixeira a declarar em artigo na Folha de S.Paulo que “todo o processo da Copa será conduzido com a maior seriedade”, que as escolhas das cidades “não serão políticas” e coisas do tipo. Teixeira não está em campanha. Garantiu-se na CBF até a realização da Copa, quando completará 25 anos no poder. Em campanha estão os governadores, especialmente os de estados onde o futebol é insignificante. “Faz tempo que estou mexendo meus pauzinhos para trazer a Copa para o Mato Grosso, mas prefiro fazer isso quieto, sem alarde”, proferiu Blairo Maggi no Palácio Paiaguás. O secretário de Desenvolvimento do Turismo, Yuri Bastos, dá detalhes do projeto de Cuiabá: “A nossa arena, o Verdão, custará 400 milhões de reais. Queremos a iniciativa privada investindo. Caso não encontremos parceiros, garantiremos os recursos”. Traduzindo: se ninguém quiser investir em uma arena, o governo estadual pagará sozinho. Assim como a capital amazonense, Cuiabá contratou a consultoria Deloitte para alinhavar a candidatura à Copa. “É uma organização altamente profissional”, diz. Além dos 400 milhões de reais para o estádio, Bastos diz que 1 bilhão de reais será utilizado em obras estruturais. A grife da consultoria internacional Deloitte também municia Braga, que alardeia 6 bilhões de reais em investimentos, com nome em inglês. “É o nosso master plan de investimentos privados e públicos, nossa capacidade de atração. Mas com 40% disso eu faço a arena e resolvo a questão da mobilidade urbana”, explica o governador, antes de repetir o mantra, comum a 100% dos postulantes à Copa: “Tanto quanto possível, usaremos o mínimo de dinheiro público”. A candidatura amazonense inclui a proposta de “carboneutralizar” a Copa do Mundo. Consiste em garantir a não derrubada de uma área preservada de floresta entre Mato Grosso, Rondônia e Pará. A Copa só terá as emissões de carbono neutralizadas se Manaus for uma das sedes? “Em que pese acharmos injusto prestar um serviço ambiental sem sermos sede, uma coisa não depende da outra. Isso é um plus”, floreia Braga. É particularmente interessante a disputa entre as cidades fora dos eixos sagrados do futebol brasileiro. Ainda mais depois que o ministro do Esporte, Orlando Silva, antecipou-se à Fifa e garantiu “uma cidade na Amazônia e outra no Pantanal” entre as escolhidas. Teixeira o desmentiu, a reforçar que “nada está definido”. Mas a alteração anunciada em seguida por Joseph Blatter, de que, em vez das dez originalmente programadas, haveria doze cidades-sede, faz pensar em arenas erguidas nessas duas regiões. “Mas aqui não vai ter elefante branco”, destaca a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa. Ela sabe o peso disso, e apressa-se em se diferenciar dos concorrentes vizinhos. “Aqui temos futebol. No último clássico, Remo e Paysandu levaram 32 mil pagantes ao estádio. Além disso, em janeiro mostramos nossa capacidade ao recebermos 130 mil visitantes no Fórum Social Mundial. E temos o maior projeto de reflorestamento do planeta: plantar 1 bilhão de árvores”, diz, ciente da importância que a preocupação ambiental poderá ter. Belém também contou com uma consultoria internacional, a PricewaterhouseCoopers, para elaborar seu projeto de sede. A reforma do Mangueirão, orçada em 90 mil dólares, tem valor bem menor do que a dos concorrentes. A governadora diz que, ao todo, o Pará investirá 400 milhões de reais em obras financiadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. “Tudo isso vai acontecer independentemente de sermos escolhidos”, garante. Também na corrida amazônica está o Acre. A candidatura de Rio Branco fez a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva usar a tribuna para fazer campanha pela Copa. Ela cita desde a luta dos acrianos para serem integrados ao Brasil até a ideia de desenvolvimento sustentável defendida por Chico Mendes para convencer o restante do País a conhecer melhor o postulante. “O Acre está acostumado a surpreender. Por que não também agora?” O secretário de Turismo, Cassiano Marques, diz que o estado tem investimentos de 3,5 bilhões de reais em obras com impactos na Copa. Caso seja escolhido, outros 400 milhões de reais estão previstos para a construção do Centro de Treinamento, da segunda fase da Arena da Floresta e de mais hotéis. Marques, porém, parece reconhecer a chance mínima de Rio Branco. “Por conta do seu esforço, o Acre já está na Copa. De um jeito ou de outro, já estamos.” Com chances mais realistas de estar entre as sedes anunciadas em 20 de março, a capital cearense apresenta seus números. O governador Cid Gomes comenta a passagem da comitiva da Fifa por Fortaleza. Escolhida para ser a última visitada, foi onde, pela primeira e única vez, os homens da Fifa se pronunciaram. Thierry Weil arranhou um portunhol para dizer que, em 2014, “o futebol volta para na sú casa”. Fortaleza foi a última cidade visitada por estar fisicamente mais próxima da Europa. “Isso não é um elogio, é apenas uma constatação. Uma verdade absoluta (a proximidade da Europa) foi mencionada cercada de pudores. Eles são absolutamente discretos”, disse o governador. Cid Gomes destaca como vantagens cearenses a rede hoteleira razoável e concentrada em 5 quilômetros da orla. Mas reconhece as limitações de mobilidade urbana (comuns a todas as candidatas). “O estado investirá no transporte metroviário, na ligação aeroporto-hotéis-estádio. No Metrô investiremos 800 milhões de reais, independentemente da Copa. Nas duas linhas de VLT (veículo leve sobre trilhos), 90 milhões de reais em cada, mas dependendo da confirmação da Copa”, diz Gomes. A candidatura cearense inclui a reforma do Castelão, que é estadual. “Tivemos uma oferta de PPP e foi feito um belo projeto. Uma estimativa grosseira de custos fica em torno de 300 milhões de reais, mas ainda não existe projeto executivo”, diz o governador. Além de garantir a reforma caso a PPP não se concretize, espera investir 800 milhões de reais em obras viárias, “cinco ou seis viadutos”. Tudo a ser definido após 20 de março. Na Bahia, o secretário de Transporte, Renda e Emprego, Nilton Vasconcelos, repete ideias parecidas. “O governo do estado quer investir zero no equipamento esportivo. É um desejo. A curto prazo, a hipótese de uma PPP é proposta a ser modelada”, diz. A reforma da Fonte Nova está orçada em cerca de 320 milhões de reais e inclui a construção, opcional, de um shopping center ou um centro empresarial ao redor do estádio, para tornar o investimento economicamente viável. “Sabemos que apenas a receita operacional do estádio dificilmente trará o retorno financeiro”, admite. “O investimento no estádio dificilmente virá num contexto diferente. Mas não contamos com essa hipótese”, diz Vasconcelos, sobre a eventualidade de Salvador não ser escolhida. No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral se diz confiante não apenas na escolha, mas em abrigar a final da Copa e, também, o Centro de Mídia. “Não tenho dúvida de que vamos conseguir”, disse. “Os dirigentes da Fifa ficaram encantados com o projeto do Rio de Janeiro. Temos uma lista de investimentos em infraestrutura em andamento, como o Arco Metropolitano, o PAC nas comunidades carentes, a compra de novos trens suburbanos e os investimentos no Metrô. São iniciativas que chegam a 10 bilhões de reais, fruto da parceria dos três níveis de governo.” O governador não distinguiu quanto dos investimentos caberá ao município nem ao estado. Walter Feldman, secretário de Esportes da cidade de São Paulo, apresenta números vultosos. “Teremos investimentos de 10 bilhões de reais, a maior parte disso, 8,6 bilhões, no Metrô, verba fundamentalmente do governo do estado, fora o 1 bilhão que a prefeitura disponibilizará por ano, também para o Metrô”, diz. A candidatura paulistana está atrelada à ampliação do Metrô em direção ao aeroporto de Congonhas e ao Morumbi. Apesar de rumores apontando o surgimento de uma nova arena na cidade para a Copa, Feldman está fechado com o estádio do São Paulo. “O Morumbi tem condições de receber a abertura e a final, mas precisa ser modernizado. Quanto a isso, recebemos todas as garantias da direção do clube.” A construção de uma garagem interligada com a futura estação do Metrô, próxima ao estádio, ainda não foi definida. “Seria o complemento que nos daria a perfeição, mas não é um impeditivo”, conclui Feldman. Além das mencionadas, concorrem Campo Grande, Natal, Recife/Olinda, Curitiba e Florianópolis. A contagem regressiva para a definição das sedes da Copa 2014 está perto do fim. Depois de 20 de março, as cidades escolhidas terão três meses para entregar à Fifa o estudo de pré-viabilidade dos projetos apresentados. A partir daí, seguirão o cronograma da Fifa. Em novembro de 2008, a entidade máxima do futebol anunciou ter feito um seguro milionário, no valor de 650 milhões de dólares, para se resguardar de eventuais problemas durante a preparação da Copa de 2010, na África do Sul, e da Copa de 2014, no Brasil.
Melhor prevenir.::Leia tambémGato escaldado? O ministro do Esporte, Orlando Silva, garante que a Copa de 2014 não repetirá os erros do Pan. “Não queremos surpresas”, afirma na entrevista que segue
Depois do Pan, as Olimpíadas Não contente com as sucessivas derrotas das candidaturas anteriores, o COB lança a Rio 2016. Haja factoides

domingo, 1 de março de 2009

Membro do COB pede CPI para gastos na Olimpíada

Terça-feira, 02 de dezembro de 2008, 19:00 Online

Membro do COB pede CPI para gastos na Olimpíada
ROSA COSTA - Agencia Estado

BRASÍLIA - Em audiência pública na Comissão de Educação do Senado (CE), o integrante da Assembléia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Corte Arbitral do Esporte em Lausanne, na Suíça, Alberto Murray Neto, defendeu a criação de uma CPI para investigar o repasse de verbas para o esporte olímpico brasileiro. Segundo ele, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) indica que houve superfaturamento de até 1000% nas contas da delegação brasileira nas Olimpíadas de Pequim. Para Murray, o COB não pode continuar sendo visto como uma entidade autônoma, já que vive exclusivamente de dinheiro público. "Por isso precisa prestar contas, como requer a lei", alegou. "Tomara que a CPI diga que não tem nada de errado, mas quem não deve não teme", afirmou. Em resposta, o presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman, assegurou que toda a atuação da entidade é examinada não só por órgãos do governo, como também por empresas privadas de auditoria, como a Ernest & Young e a KPMG, que avalizaram as contas apresentadas. "O COB segue todas as determinações e nenhum órgão deste País é mais fiscalizado do que ele", disse. "Se houver algum erro é humano e não de má-fé".
A ex-jogadora de vôlei da Seleção Brasileira e atual presidente do Instituto Esporte e Educação, Ana Moser, foi enfática quanto à necessidade de se dotar o País de um plano nacional para o esporte que atenda de fato o cidadão.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

GARANTIAS APRESENTADAS PELO RIO 2016 SUPERAM EXIGÊNCIAS FEITAS PELO COI

GARANTIAS APRESENTADAS PELO RIO 2016 SUPERAM EXIGÊNCIAS FEITAS PELO COI

11.01.2008 :: 13h08

As garantias governamentais apresentadas pelo Rio 2016 superam as exigências do Comitê Olímpico Internacional - COI para esta fase de aspiração de candidatura à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. As garantias integram o conjunto de 25 itens que compõem o questionário entregue ao COI nesta sexta-feira, dia 11, em Lausanne, Suíça - três dias antes do término do prazo. "Os compromissos apresentados demonstram a solidez da candidatura Rio 2016 e a certeza de termos todas as condições de organizar a primeira edição dos Jogos olímpicos na América do Sul", afirmou em Lausanne Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e da Comissão de Candidatura Rio 2016. Além de Nuzman, a delegação brasileira foi integrada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, pelo Vice-Governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão; pelo Secretário Executivo do Governo Federal para o Rio 2016, Ricardo Leyser, pelo Secretário de Esportes do Governo do Estado do Rio, Eduardo Paes, pelo Secretário Especial 2016 da Prefeitura do Rio de Janeiro, Ruy Cesar; e pelo Secretário Geral do Rio 2016, Carlos Roberto Osório. "A presença dos três níveis de Governo na entrega do questionário foi reconhecida pelo COI. A nossa delegação foi recebida pelo Diretor Executivo dos Jogos Olímpicos, Gilbert Felli", comentou Nuzman.De acordo com as regras do COI, nesta primeira fase as cidades aspirantes à sede dos jogos de 2016 devem apresentar apenas a garantia de que a Carta Olímpica será respeitada e de que a cidade sede garantirá o acesso ao país e liberdade de movimentação de todas as pessoas credenciadas nos Jogos Olímpicos. No entanto, nas cartas assinadas pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral Filho, e pelo Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Cesar Maia, os três níveis de Governo assumem outros importantes compromissos. Entre eles, garantias financeiras para a organização dos Jogos; garantias para execução da infra-estrutura de transporte com o compromisso de criar uma estrutura de gestão integrada de transporte; compromisso com a execução de uma política de responsabilidade ambiental, de desenvolvimento sustentável e de acessibilidade nos Jogos. Além disso, o Governo federal assume a responsabilidade de garantir a segurança máxima para todos os participantes dos Jogos, implementando um comando único de todas as forças envolvidas e os três níveis de governos se comprometem em investir em treinamento de pessoal e em equipamentos para qualificar a estrutura de segurança do Rio de Janeiro. Para o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, chegou o momento de o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos. "O momento é esse. Fizemos o nosso dever de casa e temos um projeto sólido. O Rio de Janeiro está pronto para demonstrar ao mundo uma forma única de celebrar os Jogos Olímpicos", afirmou. O Secretário Executivo do Comitê Gestor do Governo Federal para o Rio 2016, Ricardo Leyser, ressaltou a importância da entrega do questionário. "Este é o primeiro passo para a conquista de um sonho que transformará o esporte brasileiro, o Rio de Janeiro e o Brasil, e abrirá novas perspectivas para a juventude brasileira", enfatizou. Para o Secretário Especial 2016 da Prefeitura do Rio de Janeiro, Ruy Cezar os Jogos Olímpicos no Rio serão uma conseqüência do Rio 2007. "O sucesso dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 é uma demonstração inequívoca da capacidade de o Rio de Janeiro organizar megaeventos. Estamos oferecendo todas as garantias para a realização do Rio 2016", garantiu. O questionário produzido pelo Rio 2016 foi compilado numa publicação de 90 páginas dividia em 25 capítulos, cada qual abordando um tema específico definido pelo COI, além de anexos contendo mapas, plantas e tabelas com informações sobre infra-estrutura de transporte, acomodação e instalações.Por determinação do COI, foram entregues nesta sexta-feira em Lausanne 80 exemplares do questionário, 30 cópias eletrônicas da publicação, carta de garantia conjunta assinada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Governador do Estado do Rio, Sergio Cabral Filho e pelo Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Cesar Maia, com anexos específicos dos compromissos de cada nível de governo e moções de apoio da Câmara Municipal do Rio e da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Os questionários das cidades aspirantes serão analisados pelo corpo técnico do COI, que em junho próximo decidirá quais cidades se tornarão candidatas à sede dos Jogos Olímpicos de 2016. ATENÇÃO: o questionário entregue nesta sexta-feira, dia 11, ao Comitê Olímpico Internacional estará disponível para consulta no site do Rio 2016 (www.rio2016.org.br) a partir de terça-feira, dia 15.

Observação do Blog: 1) O projeto entregue pela comissão do Rio 2016 nem foi aberto ainda, ou seja, não há como dizer que superou as exigências.
2) Não houve qualquer cerimônia, entrevista, ou apresentação, portanto não justificava toda esta comitiva ter viajado a Suiça.
3) Você sabia que só o projeto de candidatura da Rio 2016 custará 7 milhões de dólares?
http://bestswimming.com.br/blog/index.php?itemid=4081

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Rio-2016 fala em experiência, mas insiste em projetos que falharam em 2007

13/02/2009 - 13h00 - UOL
http://esporte.%20uol.com.br/%20ultimas/2009/%2002/13/ult58u1389%20.jhtm Bruno DoroNo Rio de Janeiro O sucesso do Pan-Americano de 2007 é o grande trunfo do Rio de Janeiro para abrigar os Jogos Olímpicos de 2016. Entretanto, no dossiê de candidatura que foi enviado ao Comitê Olímpico Internacional, os cariocas voltaram a apostar em obras e projetos que fracassaram para o evento de dois anos atrás.
Se o Rio de Janeiro for escolhido para receber os Jogos Olímpicos de 2016, a conta a ser paga pelos governos federal, estadual e municipal pode chegar a R$ 11,2 bilhões, de acordo com dados inseridos pela candidatura carioca no dossiê entregue ao Comitê Olímpico Internacional nesta semana.
RIO-2016 PODE CUSTAR MAIS DE R$ 11 BI AOS COFRES PÚBLICOS

FOTOS DO PROJETO RIO-2016Um dia após o prazo do COI para a entrega do documento, o Comitê de Candidatura realizou um evento no Rio de Janeiro para mostrar seus planos. Logo na introdução do item "Conceito dos Jogos", é anunciado que o "Rio irá entregar jogos no mais alto nível, aproveitando a experiência dos Jogos Pan-Americanos" .O Pan pode ter sido um sucesso, mas em sua preparação, uma série de projetos foi abandonado ou alterado, por diversas razões. E alguns deles voltaram a ser lembrados, para o planejamento olímpico, como a Marina da Glória, o estádio de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas ou a despoluição das lagoas da Barra da Tijuca.Na Marina e no estádio de remo, por exemplo, as obras para o Pan foram embargadas pelo Iphan, para proteger projetos tombados pelo patrimônio histórico nacional - a vista do Parque do Flamengo, onde fica a Marina, é um desses casos. Para 2016, os dois locais fazem parte do projeto.
VILA OLÍMPICA TEM 75 HECTARES E PROMESSA DE PRAIA EXCLUSIVA
O dossiê apresenta o projeto da vila olímpica carioca com cerca de 75 hectares, em um empreendimento imobiliário gigante, às margens da lagoa de Jacarepaguá.Com o dobro do tamanho da Vila do Pan, a moradia dos olímpicos terá 34 prédios, com apartamentos de 3 e 4 dormitórios, totalizando 17700 quartos (o COI exige 16 mil).À disposição dos atletas, uma área de lazer nas margens da lagoa, com quadras de vôlei de praia e futebol, além de materiais para a prática de windsurfe e caiaque.O que mais chama atenção, porém, é a promessa de uma "praia olímpica". Segundo o dossiê, a vila contará com transporte para uma "praia exclusiva na Barra da Tijuca", com espaços para shows e que funciona 24 horas por dia.
TÓQUIO QUER JOGOS ENXUTOS
MADRI PLANEJA OLIMPÍADAS 'FELIZES'Para abrigar as Olimpíadas, a Marina da Glória, por exemplo, requer obras permanentes e de adequação, segundo o dossiê, que custariam US$ 22 milhões (em cotação atual). Com o estádio de remo, o custo seria de US$ 20,5 milhões.Outro ponto que não deu certo há dois anos foi a despoluição das lagoas da Barra - a competição de esqui-aquático, inclusive, estava prevista para a Barra, mas foi transferida para a Lagoa Rodrigo de Freitas. O dossiê olímpico lista a despoluição da Lagoa de Jacarepaguá, que fará divisa com a Vila Pan-Americana e com o Parque Olímpico de Jacarepaguá, além de obras na lagoa Rodrigo de Freitas, a um custo de US$ 165 milhões, já previstos pela Cedae (Conpanhia Estadual de Águas e Esgotos) em parceria com a iniciativa privada.Além disso, outros aspectos também levantam comparações entre 2007 e 2016. Nos transportes, por exemplo, o projeto de 2016 prevê a criação de três corredores exclusivos de ôn ibus chamados BRTs (Bus Rapid Transport, em inglês), que ligariam a Barra da Tijuca, coração dos Jogos, às Zonas Norte e Sul, além de Deodoro. Para o Pan, estavam previstos a ampliação do metrô até a Barra, mas o sistema de transporte efetivamente usado foi baseado em ônibus.Já a Vila Olímpica e de Mídia (que abrigará imprensa e oficiais durante os Jogos) seguem o mesmo conceito da Vila Pan-Americana: a criação de empreendimentos imobiliários gigantescos, que durante as Olimpíadas serviriam para acomodar os envolvidos com a competição e depois virariam moradia de alto padrão. O problema, porém, é que um ano e meio após o Pan, o local continua desabitado.
ESCOLHA: OS PRÓXIMOS PASSOS
Agora, membros do COI analisam os dossiês de candidatura, um documento mais extenso e preciso, que mostra como seriam as Olimpíadas em cada uma das cidades. Uma comissão do COI visita cada uma das cidades que seguem no páreo, analisam projetos, visitam instalações e elaboram um relatório autonômo. Todos os membros do COI com poder de voto recebem essas informações e, no dia 2 de outubro, decidem qual cidade receberá os Jogos. Nesse meio tempo, é comum que as cidades travem uma guerra de marketing e campanhas publicitárias, tentando convencer os membros do COI a embarcar em seu projeto.
DATAS FUNDAMENTAIS:
Abril e maio de 2009 - Comissão de avaliação do COI visita o Rio de Janeiro e as outras cidades candidatas, analisando projetos e instalações existentes
2 de outubro de 2009 - Eleição da cidade que vai sediar as Olimpíadas de 2016
Outro local que pode complicar a vida dos organizadores é o autódromo de Jacarepaguá, que será destruído para dar lugar ao Parque Olímpico. Para o Pan, a obra das três instalações construídas no local - Arena Multiuso, Parque Aquático Maria Lenk e Velódromo - foi interrompida diversas vezes por ações judiciais contra alterações no autódromo.O novo Parque Olímpico abrigaria competições de ginástica, ciclismo, desportos aquáticos (incluindo a construção de um novo estádio, já que o Maria Lenk é muito pequeno para a natação olímpica), basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, hóquei e tênis. O plano, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, é que o local seja erguido mesmo com a derrota da candidatura carioca, para abrigar centros nacionais de treinamento de esportes como handebol, basquete, tênis e hóquei, por exemplo.As dificuldades para isso não seriam apenas as ações judiciais para salvar o autódromo, mas a des apropriação da área. Uma comunidade carente, por exemplo, cerca o autódromo de Jacarepaguá.

COMITÊ RIO 2016 APRESENTA PROJETO OLÍMPICO DO RIO DE JANEIRO

O Comitê de Candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 apresentou nesta sexta-feira, dia 13, o projeto que detalha como serão os Jogos Olímpicos se a América do Sul receber pela primeira vez o maior evento esportivo do planeta. A íntegra do documento foi entregue na quarta-feira ao Comitê Olímpico Internacional (COI), que no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca, escolherá a sede dos Jogos de 2016.

O projeto Rio 2016 utiliza os Jogos como ferramenta de transformação e inspiração, principalmente para os quase 180 milhões de jovens da América do sul. Todas as ações estão alinhadas com as necessidades do cidadão carioca e com os planos desenvolvimento a longo prazo da cidade. A excelência técnica será critério nas inovações propostas para acomodações, segurança e transporte.

O Dossiê de Candidatura, que será a base para a análise técnica de cada cidade candidata, tem 568 páginas em três volumes, contendo informações sobre 300 questões técnicas divididas em 17 temas:

1 - Visão, legado e comunicação
Os Jogos Rio 2016 serão os Jogos Olímpicos da celebração e da transformação. O Rio é um cenário único para os atletas de todo o mundo, proporcionando um espetáculo inesquecível para quem estiver na cidade e para quem acompanhar o evento pela televisão. Somando-se ao legado de instalações esportivas e ao programa de voluntários, o projeto Rio 2016 propõe iniciativas para desenvolver o esporte no Brasil, na América do Sul e no mundo.

2 - Conceitos gerais dos Jogos
Será um evento compacto e de excelência técnica. Esporte, cultura, educação estarão integradas com as atividades da cidade. Legados sociais e esportivos garantidos pelo trabalho conjunto com os três níveis de governo. Uma plataforma para atingir 180 milhões de jovens em toda a América do Sul.

3 - Estrutura política e econômica
Os Jogos Rio 2016 têm apoio total dos três níveis de Governo - Municipal, Estadual e Federal - e um Comitê Organizador bem estruturado. O bom momento da economia brasileira é um dos trunfos da candidatura Rio 2016, que conta com o apoio crescente dos moradores do Rio de Janeiro e de todo o Brasil.

4 - Aspectos legais
O compromisso dos três níveis de governo é evitar qualquer risco em relação à realização dos Jogos. Os direitos de propriedade intelectual serão protegidos integralmente.

5 - Formalidades e vistos de imigração
No Aeroporto Internacional, os visitantes terão atendimento diferenciado durante os Jogos, incluindo serviços de controle de passaporte, alfândega, entrega de bagagens e validação de credenciais. Todas as ações estão em conformidade com os requisitos do Comitê Olímpico Internacional. Produtos especiais terão sua entrada no pais facilitada.

6 - Meio-ambiente e clima
O plano ambiental e de sustentabilidade dos Jogos Rio 2016 será focado em quatro áreas: conservação das águas, energia renovável, emissão neutra de carbono; e gerenciamento de lixo e responsabilidade social. Os Jogos Rio 2016 vão acelerar a implantação de projetos de sustentabilidade, com ênfase na qualidade do ar e na limpeza de rios e lagoas. Um dos programas visa a preservação da Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, incluindo o plantio de 24 milhões de árvores até 2016. O Rio vai oferecer um ambiente ideal para o desempenho dos atletas, com seu clima ameno de inverno tropical e poucas chuvas.

7 - Finanças
Seguindo as orientações do Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Rio 2016 elaborou, para o Dossiê de Candidatura, dois orçamentos: o orçamento referente ao Comitê Organizador dos Jogos (orçamento COJO) e o orçamento não referente ao Comitê Organizador dos Jogos (orçamento não-COJO), de responsabilidade dos três níveis de governo.
O orçamento COJO se refere aos custos de operação do Comitê Organizador, para montagem de instalações temporárias e de estruturas de apoio em todos os locais dos Jogos (overlay). O orçamento não-COJO se refere ao investimento de capital público e privado para a construção de novas instalações esportivas e obras de infraestrutura tais como reforma de aeroportos, sistemas de transporte e outras de atribuição dos três níveis de governo. Este orçamento é responsável pelos principais legados de longo prazo dos Jogos Olímpicos.

8 - Marketing
A grande inovação da programação dos Jogos Rio 2016 será a redução das "sessões esportivas", que incluem dois ou mais jogos ou eventos. Nos Jogos Rio 2016, a programação esportiva prevê a realização de sessões mais curtas e com preços mais acessíveis do que nas edições anteriores dos Jogos Olímpicos. Desta maneira será possível atrair mais espectadores, minimizando o risco de assentos vazios no início e no final das sessões. Outra novidade será a eliminação da venda de ingressos casados, que misturam eventos de alta demanda com eventos menos procurados. Ninguém terá de comprar ingressos que não pretende utilizar.

9 - Esporte e instalações esportivas
Todas as instalações estão localizadas dentro dos limites da cidade. O planejamento prevê o uso de instalações esportivas já existentes: apenas 26% precisam ser construídas, sempre baseadas no conceito de custo/benefício de sustentabilidade econômica, ambiental e social de longo prazo..
As principais instalações dos Jogos - incluindo a Vila Olímpica e os Centros de Imprensa e Televisão (IBC/MPC) - ficarão agrupadas e serão vizinhas do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Quase metade dos atletas chegará aos seus locais de competição em menos de 10 minutos. Quase 75%, em menos de 25 minutos. O tempo máximo de deslocamento será de 50 minutos.

10 - Jogos Paraolímpicos
A Vila Olímpica foi projetada para ser um ambiente completamente inclusivo e acessível, com apenas algumas pequenas adaptações para utilização pelos atletas e oficiais Paraolímpicos. Os Jogos Paraolímpicos no Rio serão a oportunidade de promover os benefícios da inclusão. A cidade ampliará a infra-estrutura de acessibilidade, incluindo locais de visitação turística e eventos.

11 - Vila Olímpica
A Vila Olímpica e Paraolímpica terá um padrão diferente, que inclui um amplo boulevard de pedestres, uma praia e um parque. Após os Jogos, a Vila Olímpica e Paraolímpica se tornará um condomínio residencial, em uma região da cidade com grande demanda por moradias.

12 - Serviços médicos e controle de doping
O sistema de saúde do Brasil dará suporte aos Jogos, oferecendo atendimento médico gratuito para todos os envolvidos, incluindo o público presente nos locais de competição. Uma extensa rede de hospitais estará disponível para apoiar os Jogos e estão previstas melhorias no laboratório credenciado pela WADA (Agência Mundial Anti Doping) no Rio de Janeiro.

13 - Segurança
A segurança será total e discreta. Os três níveis de governo atuarão de forma integrada. O objetivo é o de complementar programas bem sucedidos já em curso, como o Programa Nacional para Segurança Pública e Cidadania (Pronasci).

14 - Acomodações
Atletas, técnicos e oficiais irão usufruir de acomodações de alta qualidade a pequenas distâncias da maioria das instalações de competição e treinamento. Haverá um sistema de tarifas fixas e razoáveis para hospedagem, sem exigências de permanência mínima. A estrutura de acomodações existente será complementada com novas construções, como a Vila Olímpica e Paraolímpica.

15 - Transporte
Os Jogos Rio 2016 vão oferecer transporte de alta qualidade, garantindo mobilidade com segurança, eficiência, rapidez e confiabilidade. O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro será totalmente reformado e terá a capacidade ampliada para 25 milhões de passageiros/ ano. O Anel de Transporte de Alta Capacidade irá se conectar com um sistema ferroviário completamente renovado, com linhas de metrô reformadas e com três novos sistemas de BRT (Bus Rapid Transit). A rede será totalmente integrada e irá conectar as quatro zonas dos Jogos Rio 2016 a áreas importantes da cidade.


16 - Tecnologia
Os Live Sites - áreas com telões em vários pontos do Rio, do Brasil e do mundo - mostrarão o evento, permitindo a atmosfera olímpica seja compartilhada por todo o planeta. Os Jogos Rio 2016 terão à disposição o que há de mais moderno em tecnologia de infraestrutura, possibilitando a implantação de novas iniciativas e ampliando a conectividade entre todos os clientes dos Jogos e a sua audiência global.

17 - Operações de Imprensa
A mídia contará com o apoio de um staff experiente na realização de grandes eventos e terá acesso a modernas instalações técnicas no Centro de Imprensa e TV (IBC/MPC) localizados ao lado do Parque Olímpico.


Os três níveis de governo - Federal, Estadual e Municipal - estão totalmente engajados na candidatura do Rio de Janeiro. Esse trabalho conjunto permitiu atender todas as exigências do Comitê Olímpico Internacional e anexar cerca de 130 documentos de garantias ao Dossiê de Candidatura.

Um dos pilares da candidatura do Rio de Janeiro é a experiência dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. O projeto Rio 2016 utiliza 100% das instalações construídas para o Rio 2007 - Parque Aquático Maria Lenk, Arena do Rio, Velódromo do Rio e Estádio João Havelange. Apenas 26% das instalações propostas precisarão ser construídas. Os empregos gerados e o programa de voluntários, que reuniu mais de 50 mil pessoas, formaram mão de obra especializada em diversas áreas. O Rio 2007 firmou o Brasil como referência regional de esportes e os Jogos Olímpicos ampliarão este caminho.

Além de toda a infra-estrutura já existente, a cidade ganhará duas novas instalações esportivas. O Centro Olímpico de Treinamento, com capacidade para receber 22 esportes olímpicos, será referência na formação de atletas das Américas e da África. Já o X-Park - parque de esportes radicais a ser construído em Deodoro - ajudará a disseminar o esporte olímpico em uma região com alta população jovem.

Quase 50 mil pessoas passarão por um programa de qualificação profissional financiado pelos Jogos Rio 2016. E aproximadamente 65 mil empregos serão criados somente nas áreas de eventos, gerenciamento esportivo, turismo e operação das instalações olímpicas.


Mais informações:
www.rio2016. org.br

Remo vê legado do Pan-americano a caminho da sucata no Rio de Janeiro



por Jean Pereira Santos, para o ESPN.com.br

Você conhece a Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro? Se sim, ótimo! Se não, é melhor se interessar. Pois é lá, na zona oeste da Baía de Guanabara, que algumas embarcações compradas com dinheiro público, isto é, o seu dinheiro, para a prática do remo durante o Pan-americano de 2007 estão. Abandonadas feito lixo. Ou sucata, se preferir. Veja a sequência de fotos acima.Veja mais:ESPN360: Clique aqui, vá ao ícone 'Históricos' (à esq.) e assista ao especial 'Brasil Olímpico - Uma Candidatura Passda a Limpo'As imagens, registradas no início deste mês, comprovam a total falta de atenção com a qual o legado do Pan tem sido tratado. Os catamarãs e lanchas que você vê, cinco no total, sendo tomados pelo mato, tiveram seus motores retirados, custam - com motor - cerca de 10 mil dólares cada, segundo um praticante da modalidade que prefere não se identificar, e têm totais condições, ainda, de serem utilizados. Assim como o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, o responsável pela Confederação Brasileira de Remo (CBR), Rodney Bernardes de Araújo, desde 1991 no poder, não fala. Prefere o silêncio à explicação. A reportagem tentou, em vão, durante toda a última semana agendar entrevista com Araújo, que transmitiu através de um auxiliar que não conversará com a imprensa sobre o assunto e também sobre as próximas eleições pesidenciais da entidade, previstas para março. Diante da insistência do ESPN.com.br, a CBR divulgou, em seu site, uma nota oficial sobre o abandono das embarcações. Curto, o texto tenta em três itens (nos quais os dois primeiros apenas reproduzem o que já é de conhecimento público) tirar qualquer responsabilidade do órgão. "... os barcos apresentaram, na prática, alguns problemas de estrutura e navegação e foram recolhidos ao hangar da Fundação Polo Náutico da UFRJ, construtora dos mesmos, para os devidos reparos" (sic), afirma o documento em seu último número."Nós temos que saber quem é responsável por isso. Se não pertence à CBR [Confederação Brasileira de Remo], a quem pertence? Eu ouvi dizer que esses barcos foram doados para algum órgão do meio ambiente aqui do Rio", afirma em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br Wilson Reeberg, candidato de oposição à presidência da entidade.Contadada, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro negou atavés de seu departamento de comunicação ter qualquer envolvimento com o assunto. A reportagem também procurou o órgão estadual, mas não obteve sucesso no contato até o fechamento desse texto.Reeberg também reitera que as lanchas e catamarãs a caminho de virarem sucata são de extrema qualidade e poderiam estar em pleno uso. "Não existe esse tipo de barco no país. E eles são extremamente úteis para regatas no Brasil inteiro", encerrou.

COMITÊ RIO 2016 APRESENTA PROJETO OLÍMPICO DO RIO DE JANEIRO

O Comitê de Candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 apresentou nesta sexta-feira, dia 13, o projeto que detalha como serão os Jogos Olímpicos se a América do Sul receber pela primeira vez o maior evento esportivo do planeta. A íntegra do documento foi entregue na quarta-feira ao Comitê Olímpico Internacional (COI), que no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca, escolherá a sede dos Jogos de 2016.

O projeto Rio 2016 utiliza os Jogos como ferramenta de transformação e inspiração, principalmente para os quase 180 milhões de jovens da América do sul. Todas as ações estão alinhadas com as necessidades do cidadão carioca e com os planos desenvolvimento a longo prazo da cidade. A excelência técnica será critério nas inovações propostas para acomodações, segurança e transporte.

O Dossiê de Candidatura, que será a base para a análise técnica de cada cidade candidata, tem 568 páginas em três volumes, contendo informações sobre 300 questões técnicas divididas em 17 temas:

1 - Visão, legado e comunicação
Os Jogos Rio 2016 serão os Jogos Olímpicos da celebração e da transformação. O Rio é um cenário único para os atletas de todo o mundo, proporcionando um espetáculo inesquecível para quem estiver na cidade e para quem acompanhar o evento pela televisão. Somando-se ao legado de instalações esportivas e ao programa de voluntários, o projeto Rio 2016 propõe iniciativas para desenvolver o esporte no Brasil, na América do Sul e no mundo.

2 - Conceitos gerais dos Jogos
Será um evento compacto e de excelência técnica. Esporte, cultura, educação estarão integradas com as atividades da cidade. Legados sociais e esportivos garantidos pelo trabalho conjunto com os três níveis de governo. Uma plataforma para atingir 180 milhões de jovens em toda a América do Sul.

3 - Estrutura política e econômica
Os Jogos Rio 2016 têm apoio total dos três níveis de Governo - Municipal, Estadual e Federal - e um Comitê Organizador bem estruturado. O bom momento da economia brasileira é um dos trunfos da candidatura Rio 2016, que conta com o apoio crescente dos moradores do Rio de Janeiro e de todo o Brasil.

4 - Aspectos legais
O compromisso dos três níveis de governo é evitar qualquer risco em relação à realização dos Jogos. Os direitos de propriedade intelectual serão protegidos integralmente.

5 - Formalidades e vistos de imigração
No Aeroporto Internacional, os visitantes terão atendimento diferenciado durante os Jogos, incluindo serviços de controle de passaporte, alfândega, entrega de bagagens e validação de credenciais. Todas as ações estão em conformidade com os requisitos do Comitê Olímpico Internacional. Produtos especiais terão sua entrada no pais facilitada.

6 - Meio-ambiente e clima
O plano ambiental e de sustentabilidade dos Jogos Rio 2016 será focado em quatro áreas: conservação das águas, energia renovável, emissão neutra de carbono; e gerenciamento de lixo e responsabilidade social. Os Jogos Rio 2016 vão acelerar a implantação de projetos de sustentabilidade, com ênfase na qualidade do ar e na limpeza de rios e lagoas. Um dos programas visa a preservação da Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, incluindo o plantio de 24 milhões de árvores até 2016. O Rio vai oferecer um ambiente ideal para o desempenho dos atletas, com seu clima ameno de inverno tropical e poucas chuvas.

7 - Finanças
Seguindo as orientações do Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Rio 2016 elaborou, para o Dossiê de Candidatura, dois orçamentos: o orçamento referente ao Comitê Organizador dos Jogos (orçamento COJO) e o orçamento não referente ao Comitê Organizador dos Jogos (orçamento não-COJO), de responsabilidade dos três níveis de governo.
O orçamento COJO se refere aos custos de operação do Comitê Organizador, para montagem de instalações temporárias e de estruturas de apoio em todos os locais dos Jogos (overlay). O orçamento não-COJO se refere ao investimento de capital público e privado para a construção de novas instalações esportivas e obras de infraestrutura tais como reforma de aeroportos, sistemas de transporte e outras de atribuição dos três níveis de governo. Este orçamento é responsável pelos principais legados de longo prazo dos Jogos Olímpicos.

8 - Marketing
A grande inovação da programação dos Jogos Rio 2016 será a redução das "sessões esportivas", que incluem dois ou mais jogos ou eventos. Nos Jogos Rio 2016, a programação esportiva prevê a realização de sessões mais curtas e com preços mais acessíveis do que nas edições anteriores dos Jogos Olímpicos. Desta maneira será possível atrair mais espectadores, minimizando o risco de assentos vazios no início e no final das sessões. Outra novidade será a eliminação da venda de ingressos casados, que misturam eventos de alta demanda com eventos menos procurados. Ninguém terá de comprar ingressos que não pretende utilizar.

9 - Esporte e instalações esportivas
Todas as instalações estão localizadas dentro dos limites da cidade. O planejamento prevê o uso de instalações esportivas já existentes: apenas 26% precisam ser construídas, sempre baseadas no conceito de custo/benefício de sustentabilidade econômica, ambiental e social de longo prazo..
As principais instalações dos Jogos - incluindo a Vila Olímpica e os Centros de Imprensa e Televisão (IBC/MPC) - ficarão agrupadas e serão vizinhas do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Quase metade dos atletas chegará aos seus locais de competição em menos de 10 minutos. Quase 75%, em menos de 25 minutos. O tempo máximo de deslocamento será de 50 minutos.

10 - Jogos Paraolímpicos
A Vila Olímpica foi projetada para ser um ambiente completamente inclusivo e acessível, com apenas algumas pequenas adaptações para utilização pelos atletas e oficiais Paraolímpicos. Os Jogos Paraolímpicos no Rio serão a oportunidade de promover os benefícios da inclusão. A cidade ampliará a infra-estrutura de acessibilidade, incluindo locais de visitação turística e eventos.

11 - Vila Olímpica
A Vila Olímpica e Paraolímpica terá um padrão diferente, que inclui um amplo boulevard de pedestres, uma praia e um parque. Após os Jogos, a Vila Olímpica e Paraolímpica se tornará um condomínio residencial, em uma região da cidade com grande demanda por moradias.

12 - Serviços médicos e controle de doping
O sistema de saúde do Brasil dará suporte aos Jogos, oferecendo atendimento médico gratuito para todos os envolvidos, incluindo o público presente nos locais de competição. Uma extensa rede de hospitais estará disponível para apoiar os Jogos e estão previstas melhorias no laboratório credenciado pela WADA (Agência Mundial Anti Doping) no Rio de Janeiro.

13 - Segurança
A segurança será total e discreta. Os três níveis de governo atuarão de forma integrada. O objetivo é o de complementar programas bem sucedidos já em curso, como o Programa Nacional para Segurança Pública e Cidadania (Pronasci).

14 - Acomodações
Atletas, técnicos e oficiais irão usufruir de acomodações de alta qualidade a pequenas distâncias da maioria das instalações de competição e treinamento. Haverá um sistema de tarifas fixas e razoáveis para hospedagem, sem exigências de permanência mínima. A estrutura de acomodações existente será complementada com novas construções, como a Vila Olímpica e Paraolímpica.

15 - Transporte
Os Jogos Rio 2016 vão oferecer transporte de alta qualidade, garantindo mobilidade com segurança, eficiência, rapidez e confiabilidade. O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro será totalmente reformado e terá a capacidade ampliada para 25 milhões de passageiros/ ano. O Anel de Transporte de Alta Capacidade irá se conectar com um sistema ferroviário completamente renovado, com linhas de metrô reformadas e com três novos sistemas de BRT (Bus Rapid Transit). A rede será totalmente integrada e irá conectar as quatro zonas dos Jogos Rio 2016 a áreas importantes da cidade.


16 - Tecnologia
Os Live Sites - áreas com telões em vários pontos do Rio, do Brasil e do mundo - mostrarão o evento, permitindo a atmosfera olímpica seja compartilhada por todo o planeta. Os Jogos Rio 2016 terão à disposição o que há de mais moderno em tecnologia de infraestrutura, possibilitando a implantação de novas iniciativas e ampliando a conectividade entre todos os clientes dos Jogos e a sua audiência global.

17 - Operações de Imprensa
A mídia contará com o apoio de um staff experiente na realização de grandes eventos e terá acesso a modernas instalações técnicas no Centro de Imprensa e TV (IBC/MPC) localizados ao lado do Parque Olímpico.


Os três níveis de governo - Federal, Estadual e Municipal - estão totalmente engajados na candidatura do Rio de Janeiro. Esse trabalho conjunto permitiu atender todas as exigências do Comitê Olímpico Internacional e anexar cerca de 130 documentos de garantias ao Dossiê de Candidatura.

Um dos pilares da candidatura do Rio de Janeiro é a experiência dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. O projeto Rio 2016 utiliza 100% das instalações construídas para o Rio 2007 - Parque Aquático Maria Lenk, Arena do Rio, Velódromo do Rio e Estádio João Havelange. Apenas 26% das instalações propostas precisarão ser construídas. Os empregos gerados e o programa de voluntários, que reuniu mais de 50 mil pessoas, formaram mão de obra especializada em diversas áreas. O Rio 2007 firmou o Brasil como referência regional de esportes e os Jogos Olímpicos ampliarão este caminho.

Além de toda a infra-estrutura já existente, a cidade ganhará duas novas instalações esportivas. O Centro Olímpico de Treinamento, com capacidade para receber 22 esportes olímpicos, será referência na formação de atletas das Américas e da África. Já o X-Park - parque de esportes radicais a ser construído em Deodoro - ajudará a disseminar o esporte olímpico em uma região com alta população jovem.

Quase 50 mil pessoas passarão por um programa de qualificação profissional financiado pelos Jogos Rio 2016. E aproximadamente 65 mil empregos serão criados somente nas áreas de eventos, gerenciamento esportivo, turismo e operação das instalações olímpicas.


Mais informações:
www.rio2016. org.br

exta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Rio 2016 promete expansão do metrô e evita entrar em detalhes sobre segurança
Transporte e segurança são os maiores desafios do Comitê de Candidatura do Rio na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Para tentar convencer o Comitê Olímpico Internacional (COI) de que pode cumprir a demanda exigida nessas áreas durante a competição, o Comitê Rio 2016 prometeu, no dossiê de candidatura, a extensão da linha do metrô e garantiu uma ação eficiente e sigilosa de segurança.Na primeira fase da disputa para sediar a competição, em junho de 2008, a cidade brasileira teve as piores notas nestas duas categorias entre as cidades que passaram para a final (Tóquio, Madri e Chicago). A maior nota do Rio em transporte foi 7,5, enquanto Madri, Tóquio e Chicago tiveram 9, 8,5 e 7,8, respectivamente. No dossiê de candidatura, entregue ao COI nesta quarta-feira, em Lausanne, o Comitê Rio 2016 garantiu a reforma do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, a extensão do metrô até Leblon, Gávea e Barra da Tijuca, o investimento no sistema ferroviário e três novos sistemas de BRT (Bus Rapid Transit) - transporte utilizado em Curitiba. A rede será totalmente integrada e vai conectar as quatro zonas dos Jogos Rio 2016 a áreas importantes da cidade.- Com a integração desses sistemas novos, vamos atender a demanda olímpica e toda a demanda futura da cidade – avaliou o secretário-geral, Carlos Roberto Osório. A visão que o Comitê Olímpico Internacional tem da segurança da cidade brasileira também preocupa. Na avaliação do ano passado, o Rio chegou a receber um 4,7 nesta categoria, e sua maior nota foi 7. Tóquio, Chicago e Madri tiveram 9, 8,2 e 7,9, respectivamente.Embora seja um dos maiores motivos de preocupação da opinião pública e do COI, o Comitê Rio 2016 se mostrou tranquilo neste quesito. Apesar de evitar entrar em destalhes, o presidente Carlos Arthur Nuzman afirmou que o Pan-Americano de 2007 servirá como referência no projeto de segurança que será aplicado durante as Olimpíadas de 2016. - Se alguém explicar um plano de segurança, ele deixa de ser um plano de segurança. Este é um tema que não podemos divulgar - afirmou.Sistema de acomodações inclui naviosO sistema de acomodações do Rio também não tinha sido bem aceito na primeira fase, já que a cidade teve como menor nota 5,5 e maior, 6,4. Uma das sugestões do Comitê do Rio 2016 para cumprir a exigência de 40 mil quartos foi incluir a hospedagem em navios de cruzeiro.No dossiê de candidatura, as acomodações serão divididas entre os hotéis (10.931), vilas (25.027), navios de cruzeiros (8.584) e apart-hotéis (1.706), somando assim 46.248 quartos.- Em termos de transporte e acomodações, temos soluções criativas para atender todas as demandas - Márica Lins, secretária estadual de Esporte, Turismo e Lazer.

revistanova,blogspot.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um sonho de R$ 30 bilhões

Luiz Ernesto Magalhães-Globo
A estimativa de gastos do Rio para promover os Jogos Olímpicos de 2016 é a maior entre as quatro cidades que disputam a fase final de indicação pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O orçamento oficial, divulgado ontem, prevê gastos de R$ 29,5 bilhões (em infraestrutura urbana, construção e reforma de instalações esportivas, além de custeio do comitê organizador), quase oito vezes o que foi investido para tirar o Pan 2007 do papel (R$ 3,8 bilhões). O custo do projeto brasileiro, que prevê inclusive reformas e ampliação de instalações usadas no Pan, fica próximo do orçamento que Londres, que será a próxima sede das Olimpíadas (2012), atualizou na semana passada. Os ingleses planejam gastar R$ 30,7 bilhões. O valor é o dobro do previsto quando ganhou a disputa, há quatro anos.Tóquio (Japão) estima precisar de quase US$ 7,8 bilhões (R$ 17,5 bilhões) para organizar os Jogos Olímpicos pela segunda vez. Chicago (EUA) propôs gastar US$ 4,8 bilhões (R$ 10,8 bilhões), enquanto Madri (Espanha) aparece na lanterna, projetando um investimento de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 6,5 bilhões). Mas as candidaturas apresentam algumas diferenças. Rio e Tóquio, por exemplo, foram as únicas que apresentaram ao COI garantias integrais da cobertura de despesas pelos governos.Essa garantia não é oferecida por Madri, enquanto Chicago se dispôs a colocar até US$ 500 milhões (R$ 1,1 bilhão), caso seja necessário.— Os orçamentos das cidades não podem ser comparados, como numa corrida financeira. Cada cidade tem suas particularidades. Tóquio, por exemplo, já realizou uma Olimpíada. Além disso, pelo menos 30% dos investimentos incluídos no orçamento são de obras que já estão em andamento e tiveram seus cronogramas ajustados aos prazos da candidatura olímpica — disse o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur NuzmanObras do PAC estão no orçamentoEntre as obras já em andamento no Rio incluídas como investimentos, estão projetos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a reforma do Aeroporto Internacional Tom Jobim e a construção do Arco Rodoviário. O orçamento olímpico incorporou também investimentos em infraestrutura e segurança, que atenderão outros eventos internacionais a serem realizados nos próximos anos. Em 2011, quando o Rio sediará os Jogos Mundiais Militares, cerca de US$ 13,4 milhões (R$ 30,4 milhões) já terão sido gastos em adaptações e obras no Complexo Esportivo de Deodoro. O projeto teve ainda a consultoria do Iphan, que, por ser uma obra provisória, já autorizou a adaptação da Marina da Glória. No Pan, o projeto teve que ser revisto, devido ao impacto na área tombada.O custo da reforma do Maracanã e de mais quatro estádios para a Copa do Mundo de 2014 também foi incluído nos gastos da candidatura, porque o futebol é a única modalidade esporDivulgação.O PROJETO olímpico para a Marina da Glória: Ao contrário do que aconteceu no Pan, desta vez o Iphan autorizou a obra tiva que não seria disputada integralmente no Rio. A proposta do COB é que as subsedes sejam os estádios do Morumbi (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte), Fonte Nova (Salvador) e Mané Garrincha (Brasília).O orçamento para 2016 foi dividido em duas partes. A primeira, de US$ 2,8 bilhões (R$ 6,3 bilhões), seria administrada pelo Comitê Organizador dos Jogos (Cojo), que ficaria responsável pela montagem do overlay (estruturas provisórias) da Olimpíada.As principais fontes de receita seriam COI (cerca de R$ 2 bilhões), União, estado e a prefeitura (cerca de R$ 1,5 bilhão em partes iguais). Outros 2,8 bilhões viriam das receitas com licenciamento de produtos (como camisas e chaveiros) e da venda de ingressos. Os outros R$ 23,2 bilhões correspondem ao chamado legado olímpico: obras a serem feitas com recursos públicos ou privados.
Instalações já estão defasadas
Uma espécie de mantra foi repetido exaustivamente durante o Pan pelos organizadores: as instalações do Rio eram de nível olímpico. Mas o orçamento para 2016 mostra que ainda falta muito para os complexos esportivos existentes atenderem ao nível de exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI). Em pouco mais de um ano de construção, o Parque Aquático Maria Lenk (autódromo), que custou R$ 85 milhões, ficou defasado e será usado apenas para saltos ornamentais e competições de polo, se o Rio vencer a disputa.Projetado para cinco mil espectadores, o Maria Lenk poderia receber um público de até 12 mil em estruturas provisórias, atendendo às exigências do COI na época da construção.Mas, após os Jogos de Pequim, o COI passou a exigir espaço para 15 mil espectadores. A solução encontrada foi planejar um novo complexo de piscinas, no Centro Olímpico de Treinamento (COT) que o COB planeja construir no terreno do autódromo, independentemente das Olimpíadas. As obras começariam apos a construção de um novo autódromo em Deodoro, cujo custo é estimado em R$ 100 milhões que (não estão no orçamento olímpico).Um dos maiores gastos seria mais uma vez com o Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão). Ele precisará ser ampliado de 45 mil para 60 mil lugares para receber as provas de atletismo. Ao contrário do que aconteceu no Pan, ali não haveria partidas de futebol.Entre 2003 e 2007, foram gastos R$ 405 milhões para tirar o Engenhão do papel e em melhorias no entorno (como implantação de redes de drenagem e urbanização de ruas).
Agora, os 15 mil lugares extras para as Olimpíadas exigiriam dos cofres da prefeitura mais US$ 119,2 milhões (R$ 269 milhões), entre 2013 e 2015.No caso do velódromo da Barra, os gastos serão proporcionalmente maiores que os do Engenhão. Com capacidade para 1.500 espectadores, o ginásio custou R$ 14,1 milhões (incluindo a pista em pinho siberiano).Mas, como o COI exige um ginásio para cinco mil pessoas, o prédio terá que ser reconstruído.
A previsão é que seja gasto o equivalente ao orçamento de outros seis velódromos semelhantes ao atual: US$ 39,7 milhões (ou R$ 89,7 milhões).

Com Olimpíadas, Rio de Janeiro pode ganhar autódromo de R$ 100 milhões

13/02/09 - 15h57 - Atualizado em 13/02/09 - 17h06
Com Olimpíadas, Rio de Janeiro pode ganhar autódromo de R$ 100 milhões
Presidente eleito da CBA garante que Jacarepaguá só será destruído quando um novo circuito for construído
Lydia Gismondi, Rafael Lopes e Simone Evangelista Rio de Janeiro
Área do autódromo atual seria ocupada por várias construções para as Olimpíadas de 2016
O Rio de Janeiro pode ganhar um novo autódromo por causa dos Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com o projeto, apresentado nesta sexta-feira pelo Comitê de Candidatura do Rio de Janeiro, o atual circuito, localizado em Jacarepaguá, dará lugar ao Centro Olímpico de Treinamento em caso da realização do evento na cidade. De acordo com Ricardo Leyser, secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento, algumas soluções já foram apresentadas à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O novo autódromo poderá ficar em Deodoro, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e custará R$ 100 milhões, com o compromisso de R$ 60 mi virem da Prefeitura. O restante ficaria a cargo do Governo Federal ou da iniciativa privada. - Nós tivemos uma troca de direção, então precisamos conversar novamente com a Confederação. Já apresentamos algumas sugestões e uma delas seria em Deodoro, perto de onde será o espaço radical, que também será construído para 2016 - diz Leyser. Cleyton Pinteiro, presidente eleito da CBA e que será empossado no próximo dia 16 de março, diz que existe um acordo, firmado na Justiça, entre a confederação, a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Ministério dos Esportes e o COB. Com ele, Jacarepaguá só seria desativado quando um novo autódromo estiver pronto na cidade.
- Ainda não existe um projeto concreto para o novo circuito. Apenas houve um estudo das áreas possíveis no Rio de Janeiro e foi escolhido um terreno em Deodoro. Então, o Ministério da Defesa, dono da área, foi contatado para liberar a área. Se o Rio ganhar a concorrência para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, um autódromo será construído na cidade. Só assim Jacarepaguá poderá ser desativado. Só quando o novo estiver pronto, o atual poderá ser mexido - afirma Cleyton. No entanto, mesmo se os Jogos Olímpicos de 2016 não vierem para o Rio de Janeiro, Jacarepaguá não tem garantias de continuar funcionando. De acordo com Ricardo Leyser, seria impossível por causa de problemas de logística e o alto nível de ruído causado pelos carros. - A questão é que a área de viabilização de Jacarepaguá é cada vez menor, já que está se tornando um lugar cada vez mais residencial. O presidente eleito da CBA torce para que o autódromo de Jacarepaguá continue funcionando. Segundo Cleyton Pinteiro, o local faz parte da história do automobilismo brasileiro. - Jacarepaguá recebeu muitos GPs do Brasil de Fórmula 1. Se os Jogos Olímpicos não vierem para o Rio de Janeiro, vou me entrincheirar na porta do autódromo de Jacarepaguá para que ele seja preservado.